sábado, 1 de maio de 2010

O que é pior?

Uma mulher que fala o que pensa,
ou uma mulher que escreve?


Uma mulher que escreve. FATO

Ao menos acho que comigo é assim.
E talvez, seja isso que tem sido um muro ao meu redor, que as vezes afasta aqueles que outrora se aproximaram.
Talvez tenham medo de mim. Ou não.
Talvez tenham medo do que posso dizer, ou escrever sobre eles.
Talvez tenham medo das metáforas que uso, das coisas aterrorizantes que faço, medo do que eu faço passar da ponta da caneta para o papel, ou de cada tecla do computador para a tela.
Talvez eles temam os mistérios que só um gesto feminino é capaz de deixar, com encantos, prazeres, temores e terrores.
Talvez até estremecem ao imaginar a possibilidade, mesmo que minima, de desvendá-los.
Talvez temam que, de tanta transparência, eu desapareça.
Temem também, que eu possa saber além da conta, além do possível.
E até, talvez, quem sabe, temam minhas palavras, tenham medo do que está nas entrelinhas, e do que há entre elas. E talvez além.
Talvez as pessoas tenham medo que eu realmente seja tão forte quanto as palavras e gestos que uso, tão acida e "grossa" quanto as ironias, tão azeda ao ponto de ser intocável.
Mas eu peço, não temas, isso tudo, é apenas a minha armadura.

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